KILLER SOFA

Quando pensamos em paródias de filmes de terror, o comum é esperarmos por um roteiro sem consequências (por exemplo, em que as ações dos personagens não os prejudicam realmente, mesmo feridos eles não morrem; ou sua morte não afeta o enredo), esperamos por algo de absurdo, por um filme que seja somente comédia. É o exemplo da popular franquia Todo Mundo Em Pânico (2000 – 2013), e diversos similares.

O diferencial de Killer Sofa, nesse sentido, é entregar um Terrir – já que, mesmo com a comédia e nonsense inerente ao vilão e reforçado pela direção, o filme consegue entregar, também, o suspense.

Com um uso fluente da decupagem de um filme de terror para construir uma paródia em cima de um vilão absurdo, Killer Sofa faz rir não só pelo aspecto bobo, como também pelo domínio do gênero.

Além da decupagem dos planos, os plot twist na conclusão do história são certeiros, novamente, não só por serem absurdos mas por referenciarem a linguagem do gênero com um cuidado profissional.

Além da comédia, como posto anteriormente, há uma capacidade de engajar o espectador com os personagens, ao criar identidades reais e consequências dentro da trama. O filme tem a capacidade de despertar uma tensão e deixar o espectador em suspense, apreensivo pelas personagens e ansioso para que eles liguem os pontos e descubram quem é o vilão.

Mesmo quando a trama parece estar quase forçando demais para abranger muitas referências, o roteiro consegue manter sob controle a unidade do filme, em alguns momentos quase passando o limite da suspensão de descrença, mas segurando-nos sobre a linha.

Ótimo entretenimento, e objeto de interesse para os amantes do terror, disponível no streaming PrimeVideo.

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