Rootwood (2018). Sinopse: uma dupla de amigos que alimenta um podcast de terror, no qual falam sobre lendas urbanas e fenômenos paranormais, é convidada por um estúdio hollywoodiano para fazer um documentário em uma floresta assombrada pela lenda de uma criatura assassina.
Esse foi, facilmente, um dos piores filmes que eu vi esse ano. Toda a mise en scène é característica de filme universitário, dos mais amadores. A interação entre as personagens, as atuações claramente direcionadas para a câmera, a movimentação dos atores nas locações…
Volto a escrever, hoje, depois de passar algumas semanas intensas no processo de filmagem do meu curta-metragem, o Womaneater. É bom ver filme ruim, pra a gente aprender o que não fazer. Porém, ao assistir esse tipo de filme, dá medo, também, de ter um resultado horrível assim. Dirigir é uma responsabilidade muito grande: tanta gente trabalhou no filme, disponibilizou seu tempo e talento, e esperam ver um resultado digno disso. Sei que a cada produção eu aprendo mais, agora é torcer para que o resultado não seja risível…
Bem, ao parar para escrever sobre Rootwood, acessei o imdb para ler algo sobre o filme, procurando especialmente descobrir se seria, de fato, um longa-metragem universitário ou amador. Qual não foi minha surpresa ao ler que o diretor, Marcel Walz, é um premiado diretor alemão que, “desde que morando na Califórnia, dirigiu dois longas-metragem. Rootwood, que foi ovacionado como uma genial mistura de found footage com planos cinematográficos(…)” (traduzi livremente da sua página no imdb).
O longa realmente usa o found footage junto dos planos de narrador (que não se originam das câmeras presentes na cena), o que não quer dizer muita coisa, inclusive, só me tirou mais ainda do filme, que parece uma colcha de retalhos de vídeos – vídeos, e não takes cinematográficos – tentando compor um roteiro absurdamente fraco, um rascunho de alguma coisa, que, além de ser desinteressante por si só, consegue ficar ainda menos apelativo ao abusar de diálogos e monólogos expositivos.
Eu cheguei a considerar que o filme fosse propositadamente ruim; uma sátira. Mas nenhum trecho do filme revela domínio suficiente da direção para usar desse dispositivo. Desapontada por ter perdido meu tempo…